sábado, 19 de junho de 2010

Bavária (22 de outubro, 2006)

Eis que logo após a injeção ostensiva futilidade que é o Domingão do Faustão, eu venho a ti, ó solitário diário eletrónico, tecer frases que tentam expressar algo pertinente ao meu pobre juízo:

Estava agora a pouco pensando na jornada que fiz com meus amigos (provavelmente os únicos que leêm isso aqui) e não pude evitar passar por todas aquelas pessoas que já passaram por nós... quando éramos cinco e depois passamos para quatro; quando houve a tentativa de se formar os cinco de novo mas o que conseguimos foi o declínio: quatro, três... e fim!

Sei que isso pode soar muito arrogante e grosseiro, mas eu sentia falta de quando ainda mantínhamos aquele hábito infantil de nos fecharmos à tudo e todos, quando éramos poucos mas fixos, imutáveis, sem acréscimos ou decréscimos. Quando todos olhavam para nós com olhos que julgam mas no fundo nos invejavam pela simplicidade e pela alegria, pela união, pela falta de preconceitos, pela liberdade que tínhamos um com o outro (não se via e nem se vê amigos apertando a bunda dos outros por ai)... Sinto saudade dos quatro ou três e só. Não desmereço os novos, mas estou num ataque de nostalgia.

Sinto falta do cachorro e suas besteiras... o que mais gosto nele é quando ele tenta ser engraçado, pois ele não consegue mas a situação é tão hilária... eu acho que nenhum de nós somos realmente engraçados... nós esforçamos para ser, e isso me mata de rir...

Aos amigos que nunca sairão da minha mente (em ordem alfabética):

Assis: As vezes um irmão mais velho as vezes um [outro] mais novo. Um cara chato pacas que me intriga a cada vez que o encontro: que será que essa peste está sentindo... minha mãe, numa seção de terapia familiar, disse que quando eu estou feliz eu fico saltitante e meu semblante brilha, e que quando eu estou triste a casa fica escura e meu quarto fica uma caverna intrasponível... Assis não é assim. Nunca realmente soube se ele está triste ou feliz (a não ser, é claro, quando ele diz). Não sei se faz isso para nos poupar do que quer que seja ou não, mas eu tenho certeza (apesar de não ver) que esse cretino têm, dentro deste peito cabeludo, um coração do tamanho de um pedregulho (dos grandes), e que não poupará esforços na ajuda de amigos que precisem.

Gabiroba: Grão-Ogro Master... só admiração pelo Shrek moreno há de ser exposta. Te amo, cara!

Igonildo: Bem, há pouco a ser dito sobre ele, mas não há reclamações. Igor é aquele bobão que, se visto rapidamente, pode ser tomado por um simples agregado que não sabe onde está, mas ele sempre foi fiel aos amigos, e isso, por mais que as diferenças nos ponham a uma grande distância, jamais será esquecido. Todo o esforço para criar uma oportunidade para nos juntarmos e todos os desafios que enfrentou pelo mesmo motivo... Igonildo é o cara, mesmo que talvez não saiba disso, e estará sempre dentro do meu peito pra dentro.

Psyduck: Desse eu tenho menos ainda pra falar: conheci o cretino no fim do terceiro ano (deu pra bater muito nele). Agora sinto uma falta desgraçada do pato...

Simpatia: Ixi... faz pouco tempo eu recitei pra ele um trecho (o único que me lembro) da poesia que escrevi pra ele: "Simpatia do meu coração, amigo do peito, amigo bobão, lava os pratos e varre o chão, e ainda reclama de montão...", e ele calmamente comentou "reclamava...". Por mais fásico que seja, por mais temperamental que já tenha sido eu te amo. Eu as vezes olho pra ti e te invejo: essa pessoa resoluta e sincera consigo mesma. Por vezes cansei de te ver triste e sem paciência para brincadeiras de praxe mas em nenhuma delas deixei de me preocupar, mesmo não tendo me pronunciado. Acho que escrito é mais fácil dizer: cobre toda a ajuda e conforto que eu puder oferecer, pois você merece. Te amo, Simpatia do meu coração que reclamava de montão...

E esse Domus?!

Aos amigos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Saudades. Muitas.

(e é incrível como isso aí ainda é atual)