segunda-feira, 21 de junho de 2010
o cara ta gritando coisinhas na minha canbeca nesu dedos fiucaram sequekadi... o cara eh muito engracadiele ehe engracao demaismnaaaaaaaaaniddo oi muiyom=rapidofoi muito raoiudo raapido eke falou caneloa na lketra da nuswicqa
que doence ad daporra
o som eh massa
grindcore
adrgoa foi unma surpresanagradavel,,,
tenho que aoebder eke
]tajva joagando war3nnen e a fase ficou freneitoco foi massa no comeco
mas eu preicisa dissi aqui'
senao eu ia fivcar muito loujgo e ia perfe a fase que eu tava fazendo..
]]]]]\\\7
eu to nyiu===miuto do ido a musica ta na minjuha cabeca
a musica passa peka minha cabe;vaq
ru anao tenho ncoordenacao pra escferevcerdieot,,, é dificil achar o botam de apaogarvi tudp errASOl...
to passabdi malk, dvuuiouvoub do9rmir
sábado, 19 de junho de 2010
Bavária (22 de outubro, 2006)
Eis que logo após a injeção ostensiva futilidade que é o Domingão do Faustão, eu venho a ti, ó solitário diário eletrónico, tecer frases que tentam expressar algo pertinente ao meu pobre juízo:
Estava agora a pouco pensando na jornada que fiz com meus amigos (provavelmente os únicos que leêm isso aqui) e não pude evitar passar por todas aquelas pessoas que já passaram por nós... quando éramos cinco e depois passamos para quatro; quando houve a tentativa de se formar os cinco de novo mas o que conseguimos foi o declínio: quatro, três... e fim!
Sei que isso pode soar muito arrogante e grosseiro, mas eu sentia falta de quando ainda mantínhamos aquele hábito infantil de nos fecharmos à tudo e todos, quando éramos poucos mas fixos, imutáveis, sem acréscimos ou decréscimos. Quando todos olhavam para nós com olhos que julgam mas no fundo nos invejavam pela simplicidade e pela alegria, pela união, pela falta de preconceitos, pela liberdade que tínhamos um com o outro (não se via e nem se vê amigos apertando a bunda dos outros por ai)... Sinto saudade dos quatro ou três e só. Não desmereço os novos, mas estou num ataque de nostalgia.
Sinto falta do cachorro e suas besteiras... o que mais gosto nele é quando ele tenta ser engraçado, pois ele não consegue mas a situação é tão hilária... eu acho que nenhum de nós somos realmente engraçados... nós esforçamos para ser, e isso me mata de rir...
Aos amigos que nunca sairão da minha mente (em ordem alfabética):
Assis: As vezes um irmão mais velho as vezes um [outro] mais novo. Um cara chato pacas que me intriga a cada vez que o encontro: que será que essa peste está sentindo... minha mãe, numa seção de terapia familiar, disse que quando eu estou feliz eu fico saltitante e meu semblante brilha, e que quando eu estou triste a casa fica escura e meu quarto fica uma caverna intrasponível... Assis não é assim. Nunca realmente soube se ele está triste ou feliz (a não ser, é claro, quando ele diz). Não sei se faz isso para nos poupar do que quer que seja ou não, mas eu tenho certeza (apesar de não ver) que esse cretino têm, dentro deste peito cabeludo, um coração do tamanho de um pedregulho (dos grandes), e que não poupará esforços na ajuda de amigos que precisem.
Gabiroba: Grão-Ogro Master... só admiração pelo Shrek moreno há de ser exposta. Te amo, cara!
Igonildo: Bem, há pouco a ser dito sobre ele, mas não há reclamações. Igor é aquele bobão que, se visto rapidamente, pode ser tomado por um simples agregado que não sabe onde está, mas ele sempre foi fiel aos amigos, e isso, por mais que as diferenças nos ponham a uma grande distância, jamais será esquecido. Todo o esforço para criar uma oportunidade para nos juntarmos e todos os desafios que enfrentou pelo mesmo motivo... Igonildo é o cara, mesmo que talvez não saiba disso, e estará sempre dentro do meu peito pra dentro.
Psyduck: Desse eu tenho menos ainda pra falar: conheci o cretino no fim do terceiro ano (deu pra bater muito nele). Agora sinto uma falta desgraçada do pato...
Simpatia: Ixi... faz pouco tempo eu recitei pra ele um trecho (o único que me lembro) da poesia que escrevi pra ele: "Simpatia do meu coração, amigo do peito, amigo bobão, lava os pratos e varre o chão, e ainda reclama de montão...", e ele calmamente comentou "reclamava...". Por mais fásico que seja, por mais temperamental que já tenha sido eu te amo. Eu as vezes olho pra ti e te invejo: essa pessoa resoluta e sincera consigo mesma. Por vezes cansei de te ver triste e sem paciência para brincadeiras de praxe mas em nenhuma delas deixei de me preocupar, mesmo não tendo me pronunciado. Acho que escrito é mais fácil dizer: cobre toda a ajuda e conforto que eu puder oferecer, pois você merece. Te amo, Simpatia do meu coração que reclamava de montão...
E esse Domus?!
Aos amigos.
Genuinamente acompanhada (30 de maio, 2008)
Eles andam pela relva. O capim macio massageia seus pés cansados enquanto eles descem a ravina em direção à margem do lago. Era um lago plácido e extenso, parecia não ter fim em um das suas extremidades. Era um belo lago margeado por uma bela colina de grama macia e de um verde vivo como a luz do sol salpicada com árvores esparsas e robustas. O clima está agradável: nuvens cobrem parcialmente o céu e os raios de sol irrompem através delas como se estivessem fazendo um esforço descomunal para romper uma barreira intransponível. Ainda assim não está frio. Nem quente. Está agradável. Um vento frio sopra por entre as colinas que rodeiam o lago, fazendo com que os cabelos dos dois esvoaçassem livres e arredios. O frio era compensado pelo calor repentino que os raios emitiam quando extrapolavam o maciço de nuvens.
Perto de umas das extremidades do lago estavam os seus destinos. Eram para aquele lugar que eles rumavam.
E foram seguindo seu rumo. Descendo a colina com leveza e alegria estampada nas suas faces jovens. Alegria, pois estão indo para o lugar que sempre mereceram estar, alegres por estarem juntos, compartilhando mais esse momento, alegres por amarem um ao outro mais do que nunca e por terem certeza absoluta que ao chegarem ao seu destino, esse amor será preservado, cultivado e expandido. Por toda a eternidade.
Eles dois trocam olhares apaixonados, mas não proferem uma palavra sequer sabem que palavras não são necessárias no lugar que estão, sabem que se falarem quebrarão o silêncio e assim suas intimidades, suas juras e sentimentos serão jogados ao vento.
O vento. O único que ousa quebrar o silêncio envolvente dessas paragens mágicas.
Então, quase que imperceptivelmente, o uivo do vento se torna uma lamúria.
Essa mudança passa despercebida pelos dois. Eles continuam na sua descida serelepe. Seus pés pareciam não tocar a grama verde. As mãos se entrelaçam e eles atingem juntos os ápices da cumplicidade, da intimidade e da entrega dos seus corpos e almas. Então param, trocam olhares e se abraçam até que seus corpos tenham se tornado um e suas almas residissem o mesmo lugar.
Então, ela se afasta e seu olhar está diferente. Ela se senta em uma pedra próxima e olha para o chão. Vê as folhas de capim entre seus dedos. Sente frio, um frio tão cortante que mesmo que seu amado a cobrisse com seu corpo, ela não sentiria conforto. Então soube que sua hora havia chegado. Limitou-se a trocar mais um olhar com ele que agora estava a sua frente, agachado, com o olhar mais acolhedor que ele podia oferecer. Então houve mais um contato, um olhar sublime entre os dois que deixou claro para ele o que ela havia descoberto. E seu olhar entristeceu. Estavam tão perto do seu destino. O que poderia ele fazer? Então, ela ousou o inesperado. Ela quebrou o silêncio e disse “não me deixe, pois chegou minha hora”. Nesse momento o mundo todo estremeceu, a grama perdeu sua vivacidade e a lamúria do vento se tornou um choro. Todos souberam o que estava acontecendo e todos perceberam o que o mundo estava prestes a perder, mas ninguém ousou se aproximar e arriscar profanar o momento mais intenso da vida dos dois. Ele então, seguindo o exemplo da sua amada, quebra o seu silêncio “não te deixarei, mesmo após a sua partida definitiva”. E todo o mundo se calou e chorou baixinho.
Ela então se deitou e aconchegou na pedra, que parecia estar aquecida. Uma sutil condolência do mundo que lamentava. Ele a acompanhou. Deitou-se às suas costas e pôs-se a acariciar seus cabelos fartos, tocar com a ponta dos dedos a sua pele macia e quente e deslizar por todo o corpo suas mãos cheias de vida. Ela então se vira para ele e eles se olham. E permanecem assim por tempo incontável. Horas, dias, meses poderiam ter passado naquele breve instante, mas eles não saberiam dizer. Estavam absortos na paixão que os seus olhares irradiavam. Ela soube, nesse instante, que ele não se esqueceria dela. Mesmo após a passagem de eras, ela ainda estaria viva na sua memória.
Não se sabe quanto tempo os dois permaneceram naquela posição, se olhando e se amando de forma tão delicada e sutil. O que se sabe é que muito tempo passou, e ele começou a sentir o peso do cansaço. Suas pálpebras pendiam pesadamente sobre os olhos, suas idéias e raciocínios começaram e ficar lentos e turvos, então ela lhe dispensou um olhar de compaixão, como se dissesse que ele poderia dormir, pois o que ele podia ter feito por ela, ele fez. Então sua mente flutuou para algum lugar distante. Parecia um túnel, sem fim. Uma queda suave até as profundezas do seu ser. Até que avistou alguma coisa. Seria uma luz? Não. Era o reflexo de um lago, cercado por um enorme gramado verde. Então ele se viu deitado na mesma pedra que se encontrava a sua companheira. Mas ele estava sozinho nela. Os raios ainda apareciam esporadicamente, o vento ainda uivava balançando a grama macia. Mas ele estava sozinho. Sentiu um vazio enorme, sentiu que tudo que tinha cultivado com sua companheira havia se esvaído da sua memória. Não gradualmente, mas abruptamente. Um frio percorreu seu corpo e ele caiu de joelhos e chorou. Quando sua primeira lágrima tocou o chão, ele ouviu algo, uma voz, um som que ele adorava acima de tudo, mas que até então parecia estar longe e perdido para sempre: a voz da sua companheira, que perguntava por que ele chorava.
-choro, pois deixei você escapar da minha memória
Mas ele estava enganado. O que vira foi uma premonição do que aconteceria se perdesse esse momento, se abrisse mão de presenciar o último momento da sua amada. Então decidiu acordar para ver que ela ainda estava ao seu lado.
-como posso me perdoar por ter arriscado perder esse momento?
-como posso te culpar se esteve ao meu lado por todo esse tempo? O momento não passou e ainda preciso de você comigo
Então se calou e a tomou nos braços. Ao fazer isso, seu corpo tomou proporções gigantescas, e ele pode envolver ela completamente, e pode aquecer ela com o seu próprio corpo e transmitir seu amor, paixão e carinho dessa forma.
Um sorriso, um brilho no olhar. Ela então pediu que ele aproximasse seu rosto do dela e falou baixinho ao seu ouvido.
-eu te amo, mas isso você já sabe. Por isso parto em paz
Então deu seu último suspiro com delicadeza e calma e seus olhos se fecharam para nunca mais trocar nenhum olhar com o seu escolhido.
Nenhuma lápide foi feita para ela, nenhum epitáfio escrito. Tudo a seu respeito estaria, de ali em diante, guardado na mente daquele que esteve com ela genuinamente.
No lugar da sua sepultura nasceu uma árvore de tronco robusto e imponente, sua copa era frondosa e larga, e suas folhas eram vivas e balançavam com alegria ao vento que presenciara todo o ocorrido.
Uma noite na cidade grande (11 de abril, 2009)
A noite caira. A escuridão é como um véu delicado porém intransponível. O caminho de casa encontra-se estendido à sua frente como se não houve outras possibilidades. Seus passos curtos e rápidos a guiavam pela via única como sempre fizeram. Mas há qualquer coisa diferente na noite. Está tudo silencioso demais. O ar parecia denso, fazendo com que cada passo fosse mais lento que o anterior. As ruas da cidade estavam vazias. Os feixes de luz que vinham do alto dos postes pareciam estar escorrendo até o chão, como se a luz fosse líquida. Está frio. Os prédios altos e antigos assomavam a sua volta cercando-a. Tinha uma sensação de finitude. Como se não houvesse nada além do limite da sua visão. Ela gostava desta sensação. Dava-lhe segurança.
De alguma janela bem acima da sua cabeça vinha uma melodia lúgubre. Parecia um saxofone. Devia estar animando a noite solitária de alguém com suas notas lentas, quase arrastadas, suaves e penetrantes. Era como se a música estivesse realmente viva e possuísse um corpo. Um corpo belo, sinuoso, transbordando volúpia e levando ao êxtase aquele que a tocava, que a acariciava. Ela foi, aos poucos, ficando para trás, se esvaindo lentamente da sua consciência, até que se extinguiu por completo.
O silêncio agora pesava. A escuridão parecia a envolver em braços frios e a acalentar. Sentia sono e cansaço. Ainda não havia visto nenhuma pessoa. Ninguém parecia estar acordado, ou até mesmo vivo, a não ser ela, o músico e sua música, e a cada passo que dava, mais uma nuance da cidade era desvelada, mas seus olhos não viam muito longe, porém isso não a preocupava. Preocupava-se apenas em continuar em seu caminho, qualquer um, queria apenas continuar.
Então, passo após passo, o seu caminho se desvelou à sua frente. Através de ruas e becos, transpondo toda a realidade fria e dura da cidade de concreto, as sombras, o vazio, vagando entre o visível e o invisível, até que em algum ponto da sua caminhada, seus passos eram levados, como se seus pés estivessem agora decidindo o rumo. Uma porta numa grande parede insossa, uma escadaria, um corredor longo com mais portas. Em uma delas, ela ouviu alguma coisa. Era um sinal. Alguém estava se movendo ali dentro. Ela parou por um instante pela porta. Podia ouvir uma suave melodia, quase inaudível. Era uma valsa. Escutou por mais um breve momento, até que percebeu que a valsa embalava uma dança solitária. Podia ouvir passos percorrendo o chão de madeira velha do apartamento.
Continuou pelo corredor até que entrou por uma porta. Uma porta como todas as outras que levava a um quarto pequeno e frio como o resto da cidade. A sensação de finitude ainda estava com ela, isso a mantinha tranqüila, mas algo ainda a inquietava. Acendeu as luzes para espantar a escuridão líquida que parecia seguir ela. A lâmpada do quarto emitiu raios que lentamente empurraram as sombras para fora, e essas por sua vez, escorreram pelas paredes do prédio como se estivessem em uma fuga vagarosa. O quarto estava livre da escuridão. Dirigiu-se à janela e vislumbrou a cidade que percorrera durante a noite. Teve a impressão de o dia estava nascendo. Alcançou uma garrafa velha de conhaque que estava numa prateleira perto da janela e se serviu de uma dose. Puxou uma cadeira e sentou-se. Bebeu um gole curto e manteve os olhos fechados enquanto sentia o líquido descer-lhe a garganta e gradualmente espantar o frio que a encolhia, então serviu-se de mais uma dose e observou os prédios, duros e imponentes, as janelas, o horizonte, o silêncio, então adormeceu sozinha, vencida pelo cansaço e pelo conhaque, embalada pelo saxofone e pela valsa, apaziguada pela cidade e pelo dia que nasceu cinza.