quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Se minha barriga falasse!

Esse fim de semana a Escarnium tocou no interior, num cidadezinha chamada Cícero Dantas. Nunca havia ouvido falar da mesma, mas quem tá no rock é pra se fuder! é uma cidadezinha longe pra caralho, no meio do nada, perto de lugar algum. O lugar é tão recluso que se cinquenta pessoas pagaram pra assistir o evento, foi muito. No que diz respeito ao show, tudo se saiu decentemente, mas não é disso que eu vou falar hoje.

O show foi sábado, hoje é terça (quase quarta) e uma coisa ficou martelando na minha cabeça a partir do momento que eu vi as fotos do show. Normalmente não espero nada fora do comum, mas acontece que nesse show, houve algo de diferente... eu cantei sem camisa, expondo todo meu borogodó! foi a primeira vez que fiz isso e isso mexeu em mim de alguma forma.

Como eu ia dizendo...

Sei lá, quando você tá em pé ou até sentado (que é quando sua barrigona fica mais obscena), não há exatamente um problema, você olha pra ela de cima, ela olha pra você de baixo, você encolhe ela um pouco, ela reclama um tanto, e a relação continua sem nenhum percalço.

Mas tudo muda quando você olha pra ela de outro ângulo!

Esse ângulo que me refiro, não é apenas um... são inúmeros! um ângulo para cada foto tirada! e ainda tem um vídeo! aí quando você olha pra ela, ela não é mais aquele volume abaixo do seu peito e acima da sua virilha, ela é um ser vivo! um simbionte! que olhava para aquele público com um olhar que eu não reconheci! aquele olhar complacente se transformou em um que perfurava as pessoas, com um aspecto maligno e doentio, como se estivesse esperando o momento para dar o bote fatal em quem se aproximasse demais! aquilo me amedrontou, não reconheci minha companheira de todas as sentadas, aquela que reclama quando o cinto está muito apertado ou quando a fivela do mesmo está fora do lugar, não era mais aquela receptora de laricas sempre bem humorada e disposta, mesmo quando exagero ela está lá pra mim.

O show acabou bem, ninguém foi mordido, nem ela saltou pra fora berrando com sede sangue.
Agora ela está aqui, no meu colo, no seu lugar de direito, cabeluda e paciente.

Pensar nisso é interessante: sempre que eu aparecia em alguma filmagem eu ficava interessado em me ver, deve ser a manifestação do meu narcisismo, mas eu sempre ficava tenso pra ver meus jeitos, minhas gesticulações, é o olhar de outro ângulo mesmo, como se eu estivesse vendo outra pessoa, ou me vendo pelos olhos de quem me filmou, e isso sempre me interessou... a questão toda é que nunca havia posto minha querida pra fora... imagino o que mais vou colocar pra fora daqui em diante.

Acabei de abrir o cinto, estava apertado, ela me deu um sorriso. Cocei o saco e descobri que minha bermuda estava furada bem aonde as coisas tendem a ficar penduradas...

Bem, isso é assunto para outro dia.

Até lá, fiquem com o flagrante da devassidão que ocorreu em Cícero Dantas.



Para quem acha que isso é divulgação barata, não tenho como discordar de você.

Um comentário:

Anônimo disse...

Caaaio! que bom te "encontrar" por aqui (e eu ri demais com seus comentários sobre sua barriga)

;*****